o bobo da corte

Movimento, rotação espontânea da perplexidade do Homem aos olhos dos que observam suaves movimentos da chuva por entre os dedos, por entre as madeixas de cabelo, por entre os lábios entreabertos no silêncio mortal e o beijo no coração, o beijo sufocante. O doce sabor lusco-fusco da objectividade, a corrosiva apoplexia na luz vibrante da música.
O ritmo frenético do bater dos corpos, em nada revela a verdadeira batalha na mente dos que se debatem na sua teia, a mentira. Mas a dança prolongar-se-á na luxúria de uns, renascida dos fios de fogo consumidos numa porta queimada que para nada mais do que tinha vista excepto cinzas do que restou.
Silêncio, que a podridão das massas e dos singulares mantém-se e que as suas vozes falsas e intriguistas se façam ouvir! Silêncio, pois quando menos for esperado, o pano será levantado a meio do teatro. Levantado, revelando a desgastante mímica que se faz consecutivamente.
Silêncio, que surgirá a altura de apontar o dedo à ferida, ao prego no bobo da corte, na alma intriguista! Que na próxima cena, surja o primeiro a levantar-se do seu pedestal, o amado desejoso do contemplar, para que a ironia; a intromissão sejam ainda mais turbulenta e tenra. Mais venenosa, mais penetrante.
Apontemos mais a língua mal falada para nos deixarmos consumir na ignorância da realidade alheia, e fluirmos nas suas palavras dotadas.
A preço de nada, a troco de nada.


Música:White Stripes - Jolene

quinta-feira, 15 de abril de 2010

2 responses to o bobo da corte

  1. S* says:

    Às vezes as pessoas põem-se a jeito para serem bobos...

  2. Pedro says:

    pode ser que percebas que ha pessoas que só estão bem a fazer mal :0

    ou que têm pancadas que nem da para entender >_>'

    e pa proxima escreve de maneira mais confusa e sexual tb ;D

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