Ausência

Eu toquei o céu, mesmo ainda antes de me ver sem ti. As suaves nuvens da tua face que emergem o claro nos teus olhos. Mesmo o raio de luz que esmorece às cantigas da tua alma, cantigas da declarada morte, vingará apenas noutras vidas que não as que vejo no relógio, dado o tempo demarcado já não marcar e e cujas areias já não se movem. Respiro um ar que não o meu e alimento-me do que já não há em ti pois nada restou das minhas ruínas quando depositei nos teus dedos a arma com que me podias ferir, e a arma com a qual me sugaste a alma. Mas… “In my dreams I’m there” (White Lies – E.S.T.). Escritos de uma louca que fala para os fantasmas da sua mente sem que ninguém a veja, porque mesmo os loucos vivem a insanidade que os outros desejariam ter. Quem não gostaria de fechar os olhos ao Mundo, nem que fosse por um segundo? Respirar, mover, sonhar, cair. Sem que ninguém visse, sem que ninguém o fizesse. Sem que ninguém amasse.
Talvez não seja assim tão louca afinal.


Ainda agora a Faculdade começou e já ando a faltar. Estou cansada de médicos, cuidados de saúde e exames. Eu acredito que seja apenas uma fase, mas calhou realmente numa má altura. Agora, mais do que nunca, tenho de me focar em Conferências e estudos e em algo que evite que a minha mente divague demasiado para o que me fere, mesmo que sorria, a apatia estará lá sempre numa parte.
Vou mas é estudar Direito Constitucional, minha cadeira de eleição para já.
P.S. A ver se tiro umas fotografias porreiras para mudar isto. :D

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

5 responses to Ausência

  1. D* says:

    "Quem não gostaria de fechar os olhos ao Mundo, nem que fosse por um segundo? Respirar, mover, sonhar, cair" eu adoraria :D
    Beijinhos*

  2. Olá "sintrense", vim agradecer o teu comentário e conhecer o teu novel espaço.

    Voltarei, tá?

  3. Bem-vinda à comunidade blogosférica Alex. ;)
    A "Ausência" é um texto teu ? Como a imprimiste em tom itálico, diferindo-o da segunda parte do post, pareceu-me haver uma diferença temática.
    Quanto a Constitucional, faz isso. Devemos empenharmo-nos nas cadeiras que mais prazer nos dão, não deixando, todavia, descurar as restantes.
    Acredita que a evasão que todos ansiosamente procuramos como fuga de um mundo rodeado de sombras e pecados, sofrimento e doença, qual morbidez atroz, é possível quando abraçamos os prazeres que tomamos como nossos, os deleites efémeros que nos trazem momentâneos regozijos. Podem não bastar para fazer de uma vida o paraíso idealista, mas trazem um gozo bastante que equilibra e atenua a dor de outros. ;) É só preciso continuar à procura.
    Beijinhos **

  4. Não tinha percebido isso das aspas. Esclarecidíssima now ;) e também pela explicação quanto ao texto e a diferença de exposições.

    Esperemos que o regresso não seja por tempo definido então... a qualidade não deve ser desperdiçada ! ;) Bem-vinda de volta !

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