Tell me again, why are you frozing me?

Estou cansada. Das mentiras que tomei por verdades, dos olhares focados em mim quando revelam-se focados no nada. Das palavras vazias, buscas sem propósito de algo que está mais que perdido em mim.
Não é compreensível, não é debatível. revelando um quê de tal solidão infindável. Os números em círculos na minha mente, as celeumas criadas pelos sentimentos cuspidos no meu coração e envenenados que nem dardos.
A respiração cortada pelos gritos, o meu corpo moribundo pelo choro em forma de sangue que circula no meu corpo. Lentamente sufocando, lentamente adoecido. Porém, a fúnebre sombra que paira na minha visão de mel, é, de longe, não vista pelo amor de olhos cerrados.



Eu não sou patética. Amar não é patético e afirmar que cada dia sem ti é apenas mais um dia, é um acto de coragem, não de fraqueza. Fraco és tu, que me vês ao espelho e não és capaz de me libertar a alma. Ou será esta a visão de libertação que te convém?
Só para dizer que finalmente já tenho Internet de volta. E que há dias fodidos em que mais valia não abrir os olhos ou simplesmente deambular e não pensar em nada. Porque definitivamente, pensar dói.


"She was just another conquest
Didn't care whose heart was broke
Love to him was a joke"


White Stripes - Conquest

quarta-feira, 10 de março de 2010 2 Comments

Frozen

1.5

“Of course, I’ll always love you… in a way.(…) Because I’m… tired of pretending to be something I’m not, Bella.”
Stephenie Meyer - New Moon

1.5 ; Acredito que isto seria algo que seria dito.

O tic-tac do relógio invade-me a mente ao tentar fazer que o tempo passe por entre o desespero de apenas sombras e memórias permanecerem. O que se encontra por entre as cinzas do meu coração ardido? Sem que eu tenha consciência, sem que eu entre num coma intelectual e apático de espírito. A tua passagem poderia ser tão efémera aos meus olhos, insignificante aos teus olhos mas definida como infinita na minha vida. Porque será sempre o sorriso que verei em mim, gravado nos meus sonhos, nas minhas ilusões, nos meus profundos desejos.
A mágoa do movimento que circunda cada momento perdido encontra-se na busca pela solução do que não pode ser solucionado pelos outros, pela fraqueza de espírito da cobardia que corrompe. A máscara que encobre o meu rosto demonstra-se fissurada, mas atenta, não quebrada. Máscara arruinada pela partida precoce da sua metade que deixou descoberta a sua carne, a sua alma, exposta ao Mundo e ao tempo cruel. Uma partida não só emocional, mas em breve a partida permanente da carne. A indiferença da metade não faz a parte desfigurada não precisar da sua presença. O que fazer? Lágrimas de sangue percorrem a carne queimada pela Luz da Lua, só as doces pétalas das árvores podem curar a sua dor. As mesmas pétalas na sua imagem, as mesmas pétalas no seu cabelo, o mesmo cheiro e o mesmo sorriso de menina, consumido pelo que passou e não a solta. Os demónios do relógio.
Tic-tac.
Mais uma racha, mais uma ferida aberta pela solidão, falta de presença e consumismo alheio.
Tic-tac.


1.5 ...

“I can't feel my senses
I just feel the cold
All colours seem to fade away
I can't reach my soul

I would stop running
If I knew there was a chance
It tears me apart to sacrifice it all
But I'm forced to let go”


Within Temptation - Frozen


Excelente música. Devia de estar a preparar-me para uma Simulação de uma Assembleia que haverá na Quarta, mas a minha mente precisava de um intervalo para auto-expressar o que não posso dizer claramente. E mesmo assim, talvez nunca expresse verdadeiramente o que me ofusca, porque nunca será lido por quem deveria. I'll keep searching the good way, then.

domingo, 28 de fevereiro de 2010 3 Comments

Ausência

Eu toquei o céu, mesmo ainda antes de me ver sem ti. As suaves nuvens da tua face que emergem o claro nos teus olhos. Mesmo o raio de luz que esmorece às cantigas da tua alma, cantigas da declarada morte, vingará apenas noutras vidas que não as que vejo no relógio, dado o tempo demarcado já não marcar e e cujas areias já não se movem. Respiro um ar que não o meu e alimento-me do que já não há em ti pois nada restou das minhas ruínas quando depositei nos teus dedos a arma com que me podias ferir, e a arma com a qual me sugaste a alma. Mas… “In my dreams I’m there” (White Lies – E.S.T.). Escritos de uma louca que fala para os fantasmas da sua mente sem que ninguém a veja, porque mesmo os loucos vivem a insanidade que os outros desejariam ter. Quem não gostaria de fechar os olhos ao Mundo, nem que fosse por um segundo? Respirar, mover, sonhar, cair. Sem que ninguém visse, sem que ninguém o fizesse. Sem que ninguém amasse.
Talvez não seja assim tão louca afinal.


Ainda agora a Faculdade começou e já ando a faltar. Estou cansada de médicos, cuidados de saúde e exames. Eu acredito que seja apenas uma fase, mas calhou realmente numa má altura. Agora, mais do que nunca, tenho de me focar em Conferências e estudos e em algo que evite que a minha mente divague demasiado para o que me fere, mesmo que sorria, a apatia estará lá sempre numa parte.
Vou mas é estudar Direito Constitucional, minha cadeira de eleição para já.
P.S. A ver se tiro umas fotografias porreiras para mudar isto. :D

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010 5 Comments

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